Ao longo do tempo, ocorrem inúmeras mudanças na sociedade que abrangem, por exemplo, o estilo de música, a moda, os costumes e os posicionamentos políticos. Tais mudanças são capazes de influenciar o comportamento das pessoas que vivenciam essas experiências. Cada geração passa por experiências de vida diferentes, sendo assim, têm comportamentos diferentes.

Como classificamos as gerações e quais são as suas características?

De acordo com a classificação de alguns estudiosos como Garcia e Rebizzi (2018), as gerações atuais são divididas em 5 categorias e apresentam as seguintes características:

  • Baby boomers – São as pessoas que nasceram entre 1940 e 1960. Por terem nascido no final ou após uma guerra mundial, representaram um marco positivo após tantas destruições causadas pela guerra, simbolizando a esperança para um futuro melhor. Os pertencentes a esta geração são conhecidos como pessoas motivadas e otimistas.
  • Geração X – Pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e 1980. São reconhecidas como pessoas que valorizam a família e os relacionamentos, além disso são conservadoras e pouco abertas à tecnologia.
  • Geração Y ou Millennials – Nascidos entre 1980 e 1995. Esta geração se desenvolveu em meio ao avanço das tecnologias. São pessoas mais preocupadas com o meio ambiente e aceitam melhor a diversidade. Elas são reconhecidas como pessoas que se adaptam muito rápido às mudanças e isso se reflete na constante mudança de emprego, ao contrário das gerações anteriores.
  • Geração Z – Nascidos entre 1995 e 2009. São pessoas que utilizam muito a internet e preferem o mundo virtual em relação ao mundo real. São criativas, inquietas, gostam de resolver os problemas e alcançar os objetivos com rapidez. 
  • Geração Alfa – Nascidos após 2010. Atualmente pouco se sabe sobre essa geração, mas há indícios de que seja bem parecida com a anterior, no entanto ainda mais conectada às tecnologias.

É importante ressaltar que a classificação das gerações é feita de diferentes maneiras por autores distintos e que, portanto, pode haver modificações nas nomenclaturas e anos de início e fim de cada geração.

Seria possível baby boomers (pessoas nascidas entre os anos 1940 e 1960) conviverem de maneira harmônica com jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 2009)? Além disso, será que existe alguma importância nesse tipo de convivência?

Mas o que são as relações intergeracionais?

Podemos entender as relações intergeracionais como o relacionamento que se estabelece entre pelo menos duas pessoas de diferentes faixas etárias que compartilham as suas vivências a fim de contribuírem com um aprendizado em conjunto.

Ou seja, imagine pessoas da geração X (que acompanharam o início dos avanços tecnológicos) convivendo com crianças da geração Alfa (que já nascem imersas em meio a tantas tecnologias). Ambas gerações podem, a partir da convivência, compartilhar suas experiências de vida e ensinar uma a outra algo que conhecem bem.

Onde podemos encontrar relações intergeracionais?

O primeiro local onde as gerações se encontram e se conectam é na família. Segundo os estudiosos como Cortê e Ferrigno refletiram em uma publicação de 2017, essas relações são derivadas do relacionamento entre avós, pais e filhos.

Você já parou para pensar que é possível encontrar em uma só família pessoas pertencentes às cinco gerações? Imagine uma bisavó de 80 anos, uma avó de 60 anos, uma filha de 40 anos, uma neta de 23 e uma bisneta de 5 anos, respectivamente das gerações baby boomers, X, Y, Z e Alfa.

 Outras relações intergeracionais se estabelecem no trabalho, local onde as características de gerações distintas podem tanto se complementarem para uma melhor produção, quanto se oporem a tal ponto que a produção do trabalho fique comprometida.

Essas gerações podem ser encontradas também em creches para crianças ou Núcleos de Convivência para Idosos, Institutos de Educação como as unidades de educação do Supera que investem em relações intergeracionais, além de programas que incentivam esse relacionamento.

Quais são os benefícios dessas relações?

  • Transformação social: estudos apontam que a troca de experiências entre pessoas de diferentes gerações contribui para que haja melhora nas relações sociais;
  • Relacionamentos harmoniosos: a intergeracionalidade reduz as chances de haver conflitos, pois as pessoas aprendem a conviver com as diferenças;
  • Geratividade (troca de conhecimentos especialmente dos mais velhos para os mais jovens): os idosos transmitem os seus valores, possibilitando que continuem existindo nas próximas gerações;
  • Valorização da pessoa idosa: aprendendo quem são os idosos, o que já viveram, o que fazem e o que ainda são capazes de fazer, os mais jovens e as crianças podem valorizar os mais velhos, o que pode diminuir as atitudes de preconceito etário;

Coeducação de gerações

Os mais velhos são capazes de ensinar com base nas suas experiências de vida, assim como os mais jovens são capazes de ensinar aquilo que aprendem com maior facilidade.

Quando interagimos socialmente com pessoas das diferentes gerações, desenvolvemos também habilidades físicas, cognitivas e emocionais, além das sociais. Os benefícios são diversos, tanto no aspecto psicológico como no físico, dentre eles: satisfação emocional, redução de risco de depressão, do comprometimento da saúde geral e inclusive nos auxilia a manter preservadas as lembranças vividas que passarão de geração a geração.

Assinam esse artigo:

Ana Paula Bagli Moreira – É gerontóloga pela Universidade de São Paulo. Defendeu em 2019 seu Trabalho de Conclusão de Curso com o título: Análise da efetividade do Programa Envelhecimento Ativo do Hospital da Universidade de São Paulo. com extensão pela Universidad Estatal Del Valle de Toluca – México e experiência em Iniciação Científica  pelo Programa Unificado de Bolsas da USP.

Gabriela dos Santos – É gerontóloga pela Universidade de São Paulo (USP), com extensão pela Universidad Estatal Del Valle de Toluca – México e experiência em Iniciação Científica  pelo Programa Unificado de Bolsas da USP. Membro da pesquisa científica de validação do método SUPERA.

Mauricio Einstoss de Castro Barbosa – É gerontólogo pela Universidade de São Paulo, com participação no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde/Interprofissionalidade) e atuação como estagiário de Gerontologia na Coordenação de Políticas Para a Pessoa Idosa – Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania – Prefeitura de São Paulo.

Profa. Dra. Thais Bento Lima-Silva, Docente do curso de Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Coordenadora do curso de pós-graduação em Gerontologia da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS), pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e conselheira executiva da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG) e colunista e Assessora científica de pesquisa do SUPERA Ltda.

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